MESAS XVI ENG |
EIXOS TEMÁTICOS |
TÍTULOS
DA MESA |
EMENTAS |
EIXO 1: Formaçao e Experiencia: a Práxis dos Geógrafos |
MESA 1:
OS GEÓGRAFOS E A GEOGRAFIA BRASILEIRA: TRAJETÓRIA E PERSPECTIVAS |
Esta mesa tem como objetivo (re)ver, de forma crítica, problemáticas relativas ao pensamento geográfico brasileiro ao longo do tempo. Isto significa pensar como a geografia tratou/trata de questoes relativas ao seu objeto (sociedade-natureza, espaço-tempo, etc.) desde sua origem institucional no Brasil, na década de 1930, até os dias atuais. Além de considerar as transformaçoes mais recentes ocorridas no campo teórico e prático, com o aparecimento de novas abordagens teóricas e metodológicas
Particularmente, destaca-se que, com a migraçao digital, o cotidiano do professor mudou, permanecendo horas pesquisando na internet, comunicando-se e produzindo colaborativamente em rede. Como está se dando essa nova pedagogia da inteligencia coletiva da internet no ensino de geografia? A práxis do professor de geografia em sala de aula está estimulando os alunos a produzirem redes sociais de colaboraçao? |
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MESA 2:
OS REFERENCIAIS MARXISTAS NA ANÁLISE GEOGRÁFICA: FIM OU PERMANENCIA? |
A temática desta mesa visa expor as diferentes abordagens empreendidas a partir do marxismo na análise geográfica da sociedade, explorando campos como o das relaçoes cidade-campo, sociedade-natureza e, em particular, os estudos desenvolvidos em torno de categorias clássicas deste pensamento, como a de formaçao social e modo de produçao, imprescindíveis ao esclarecimento da perspectiva, cara a geografia, de formaçao sócio-espacial. Visa ainda explorar as grandes disputas epistemológicas nos processos de apropriaçao do marxismo pela geografia no Brasil. |
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MESA 3:
GEOGRAFIA LICENCIATURA OU GEOGRAFIA BACHARELADO OU GEOGRAFIA? A PRÁTICA DOS GEÓGRAFOS NA ATUALIDADE |
Analisar as mudanças atinentes ao processo de formaçao e exercício profissional dos geógrafos (licenciados/bacharéis), compreendendo as mutaçoes ocorridas na legislaçao, no mundo do trabalho, no campo epistemológico e a partir de uma história da geografia e do geógrafo no Brasil. |
EIXO 2:
Escalas da Crise: Fragmentaçao e totalidade |
MESA 4:
POR UMA LEITURA CRÍTICA SOBRE AS CIDADES CONTEMPORÂNEAS |
A Geografia e o pensamento crítico sobre a cidade. A cidade enquanto expressao concreta das contradiçoes do modo capitalista de produçao. O processo de urbanizaçao e a produçao do espaço urbano. Mobilidade do trabalho e produçao do espaço urbano.
A urbanizaçao contemporânea, produto, meio e condiçao da acumulaçao apresentada como crise, reproduz os fundamentos que constituem a contradiçao principal da socializaçao capitalista: a produçao social e a apropriaçao privada, ou seja, estende a propriedade a amplitude da totalidade socioespacial.
Mesmo que nas cidades sejam mantidas as referencias e formas identificadas como centros, as escalas da urbanizaçao sao referidas a economia política, o que requer o debate das estratégias da (re)produçao do espaço. Se urbanizaçao alcança e redefine o campo e assim institui a mercantilizaçao de tudo e de todos, as respostas críticas (teórico-práticas) se exige análise e projeçao para além dos objetos (cidades, metrópoles, cadeias produtivas, coalizoes sociopolíticas etc.) e o debate quanto a humanizaçao.
A mesa tem por objetivos: discutir qual é a relevância do estudo da urbanizaçao e das cidades e as formas de abordagens possíveis, considerando as escalas inter e intraurbana relacionadas as estratégias contemporâneas de reproduçao do espaço. Refletir sobre o significado, a dinâmica e as especificidades das cidades.
Repensar a dinâmica intraurbana, considerando os processos de produçao do espaço urbano e as contradiçoes nos espaços intra e inter urbano e entre a ruralidade e a urbanidade.
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MESA 5:
CRISE ECONÔMICA E REESTRUTURAÇAO ESPACIAL
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A temática busca enfatizar o conceito de espaço presente na atualidade levando em conta o processo de (re)estruturaçao do capitalismo, no contexto da crise econômica de longa duraçao, que irrompe ciclicamente sob a forma de bolhas especulativas com manifestaçoes na organizaçao do espaço geográfico (rural/urbano) no Brasil e no mundo.
Propoe-se discutir as mudanças nas relaçoes sociais provocadas pelo surgimento das cidades, pensando o urbano como uma invençao da modernidade. Tem como objetivo, também, tratar a questao da identidade dos indivíduos frente a Modernidade e ao processo de urbanizaçao, levando em conta o movimento dinâmico e contraditório de regressao/reforço da memória e as alteraçoes das paisagens. Ainda, pretende refletir sobre as cidades e seus territórios culturalmente diferenciados, no contexto da complexidade da sociedade urbana contemporânea e da fragmentaçao sócio-espacial capitalista.
A crise desencadeada em 2008 ocorreu no centro e nao mais na periferia. Embora a escala da crise tenha sido global, a crise afetou apenas os mais ricos? Qual é a escala da crise?
Como os geógrafos respondem ao desafio de explicar por que a crise ocorreu nas naçoes mais ricas e por que ela nao se estendeu as economias-mundo periféricas?
Será que a crise pôs fim a hegemonia do discurso neoliberal no capitalismo desregulamentado? Será ainda possível continuar mantendo o mercado financeiro desregulamentado? |
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MESA 6:
A QUESTAO AGRÁRIA: VELHOS PROBLEMAS E NOVOS DESAFIOS
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Resgatar o debate sobre a questao agrária brasileira, destacando a situaçao atual do desenvolvimento capitalista no campo e, a partir disto redimensionando a problemática social no campo brasileiro, incluindo um balanço das políticas agrária e agrícola e da situaçao da agricultura familiar e dos trabalhadores rurais temporários (bóias frias, volantes etc.).
Esta mesa deve resgatar o debate sobre a questao agrária brasileira, destacando a situaçao atual do desenvolvimento capitalista no campo e, a partir disto redimensionando a problemática social no campo brasileiro, incluindo um balanço das políticas agrária ? Dando especial destaque para os resultados alcançados pela reforma agrária impulsionada pela luta dos movimentos sociais no campo até hoje ? E agrícola e da situaçao da agricultura familiar/camponesa, os resultados alcançados pelos camponeses nas áreas de assentamentos rurais e dos trabalhadores rurais temporários (bóias frias, volantes etc.). |
EIXO 3:
Autonomia da Geografia e Geografias das subversoes
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MESA 7:
AUTONOMIA DA GEOGRAFIA E GEO-GRAFIAS DA AUTONOMIA
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Esta mesa objetiva abrir espaços de discussao sobre as diversas formas autônomas (ou tentativas delas) de produçao e configuraçao do espaço geográfico, incluindo, entre outras, as "geo-grafias" feitas pelos movimentos sociais, populaçoes tradicionais, e outros coletivos, organizados ou nao, que produzem o espaço a partir "de baixo", mesmo em se tratando de experiencias efemeras. Pretende também analisar e debater as formas de conhecimento geográfico nao necessariamente academicas, mas advindas de outros tempos e espaços. Ainda, se propoe o debate sobre o próprio conhecimento geográfico na análise dessas "geo-grafias", suas teorias e métodos e as possibilidades e contradiçoes de seus desdobramentos políticos. |
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MESA 8:
A GEOGRAFIA NO CONTEXTO DA EDUCAÇAO POPULAR E MOVIMENTOS SOCIAIS
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Avanço do capital, luta de classes e as resistencias implementadas pela classe trabalhadora. Movimentos sociais e as formas de lutas no campo e na cidade. Movimentos sociais, resistencia histórica e transformaçao social. As identidades coletivas nas/das periferias enquanto possibilidade de resistencia. O cotidiano dos afetos e dos conflitos. Os limites da abordagem integradora do conceito de território. A seletividade sócio-espacial no exercício do monopólio da violencia do Estado |
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MESA 9:
A PARTICIPAÇAO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL NA ESTRUTURAÇAO DA AGB E O PAPEL DA AGB NA CONSTRUÇAO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL NA GEOGRAFIA
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Apreender as relaçoes históricas entre o movimento estudantil e suas organizaçoes e as diversas transformaçoes organizativas da AGB.
Compreender o papel da AGB na formaçao dos estudantes em seu sentido amplo, a partir dos eventos, periódicos, cursos de curta duraçao, atividades políticas. Entender o papel dos estudantes na AGB desde que passaram a ser considerados geógrafos em formaçao quando das mudanças estatutárias pós-1978. Analisar criticamente as alteraçoes diante do modelo da educaçao produtivista, e nos rumos na relaçao AGB -geografia e os geógrafos: professores, estudantes (a criminalizaçao dos movimentos estudantis) e bacharéis ? para onde vai a geografia ? para onde vai a AGB e sua relaçao com o Movimento Estudantil em Geografia.
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EIXO: 4
Espaços de resistencias e de insurreiçoes
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MESA 10:
GEOGRAFIA, MOVIMENTOS SOCIAIS E RESISTENCIA |
Avanço do capital, luta de classes e as resistencias implementadas pela classe trabalhadora. Movimentos sociais e as formas de lutas no campo e na cidade. Movimentos sociais, resistencia histórica e transformaçao social. As identidades coletivas nas/das periferias enquanto possibilidade de resistencia. O cotidiano dos afetos e dos conflitos. Os limites da abordagem integradora do conceito de território. A seletividade sócio-espacial no exercício do monopólio da violencia do Estado
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MESA 11:
A COMPLEXIDADE DO ESPAÇO AGRÁRIO BRASILEIRO: O(S) MOVIMENTO(S) DO AGRONEGÓCIO E AS RESISTENCIAS DOS SUJEITOS SOCIAIS DO CAMPO
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O objetivo desta Mesa Redonda é discutir os diferentes movimentos de expansao do capital no campo brasileiro (em especial os complexos graos-carnes, sucro-alcooleiro, agroenergético e madeira-celulose) e as resistencias que tem sido impostas a estes por diferentes sujeitos sociais (indígenas, quilombolas, camponeses).
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MESA 12:
AMÉRICA LATINA HOJE |
Esta mesa tem por objetivo discutir os impactos do neoliberalismo e a recente ascensao e perspectivas de governos populares na América Latina, assim como os conflitos de fronteiras e integraçao regional. Deve discutir os papeis das sociedades locais em áreas de fronteiras perante a sobreposiçao de seus espaços por interesses de agencias multilaterais (WWF, BID, USAID), universidades mundiais (Florida University) e órgaos de integraçao continental (P.E., IIRSA). Deve igualmente discutir a inserçao da América Latina na geopolítica contemporânea e tratar das relaçoes entre movimentos sociais latino-americanos e outros movimentos sociais do planeta. |
EIXO 5:
Linguagens, representaçoes, tecnologias e resistencia
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MESA 13: LINGUAGENS, REPRESENTAÇOES, TECNOLOGIAS E RESISTENCIA |
Dizer o mundo é condiçao necessária para agir no mundo. O que diferentes formas de linguagens, representaçoes e tecnologias revelam e ocultam nos seus dizeres sobre o mundo? O que se quer dizer do mundo? Como sao as linguagens, representaçoes e tecnologias utilizadas/reinventadas para dizer o mundo a partir da vontade de resistir e reapresentar as diferenças que o modo único de pensar procura ocultar? |
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MESA 15: GEOGRAFIA E GEOTECNOLOGIAS: ABORDAGENS POSSÍVEIS |
Analisar os impactos e mudanças teóricas e metodológicas ocasionados pelo advento das geotecnologias e sua apropriaçao na ciencia geográfica. O geoprocessamento exige uma nova postura do olhar e do pensar frente a realidade. Discutir os tempos e as temporalidades nessa produçao do conhecimento no que diz respeito ao humano. Discutir as novas abordagens e sua validade para a geografia, como a teoria da complexidade e os sistemas nao-lineares.
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EIXO 6:
A educaçao como instrumento de autonomia e liberdade |
MESA 16: ENSINAR A GEOGRAFIA OU ENSINAR COM A GEOGRAFIA? |
Objetivo: Debater o ensino e aprendizagem de Geografia na Escola Básica brasileira, sobretudo, no ensino fundamental, situando, no cotidiano dessa prática escolar, os traços de sua tradiçao e os movimentos de inovaçao para delinear as tendencias de sua (re)construçao identitária e as perspectivas e necessidades socio-históricas de mudanças.
Ementa: As experiencias, os sentidos e os significados do ensinar e aprender Geografia no contexto social e cultural da educaçao brasileira. As intencionalidades e dificuldades da operacionalizaçao dos conceitos geográficos no currículo da educaçao básica. Os limites político-institucionais e contribuiçoes dos PCNs. Infâncias, adolescencia, ensino fundamental de nove anos, a relaçao tempo-espaço e a funçao alfabetizadora da Geografia. As linguagens da interpretaçao geográfica, em especial, o lugar da cartográfica na educaçao infantil e anos iniciais do ensino fundamental. O cotidiano escolar, as práticas inovadoras e a (re) construçao da Geografia Escolar como prática mediadora para o entendimento da realidade socioespacial.Sentidos da Geografia escolar na educaçao de jovens e adultos. |
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MESA 17:
PERSPECTIVAS DAS POLÍTICAS EDUCACIONAIS PARA FORMAÇAO DOCENTE NO BRASIL |
Objetivo: Discutir as políticas públicas atuais de formaçao dos docentes para a escola básica brasileira, em especial, os significados do decreto 6755/09, suas articulaçoes com as políticas públicas da educaçao básica, possíveis conseqüencias para a formaçao básica e para a (re) construçao da profissao docente, focalizando, de forma especial, a formaçao do geógrafo educador.
Ementa: História da formaçao de professores para a educaçao básica brasileira, com destaque para a formaçao do geógrafo educador. As Licenciaturas no Brasil e as bases epistemológicas de suas matrizes curriculares. A atual Política Nacional de Formaçao de Profissionais do Magistério da Educaçao Básica: o Decreto 6.755/2009 e suas repercussoes no cenário de expansao e crise da educaçao superior; formaçao de professores a distância e o papel da Universidade Aberta do Brasil (UAB); o Plano de Desenvolvimento da Educaçao (PDE) e o Programa de Apoio aos Planos de Reestruturaçao e Expansao das Universidades Federais (Reuni), implicaçoes para os cursos de Licenciatura; a Política de Integraçao Curricular para o Ensino Médio e o impacto do ENEM na educaçao brasileira; a relaçao entre a Reforma do Ensino Médio, o ENEM e o "Projeto Universidade Nova". O lugar da interdisciplinaridade nas revisoes dos currículos para a formaçao docente e nas práticas do ensino básico. |
EIXO 7:
Dinâmicas da natureza, processos de apropriaçao e suas
contradiçoes
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MESA 19: AS TRANSFORMAÇOES CLIMÁTICAS EM DIFERENTES ESCALAS DE ANÁLISE E AS CONSEQÜENCIAS PARA A SOCIEDADE
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Dinâmicas do tempo e clima, suas relaçoes com o aquecimento global.
Mudanças climáticas: a quem interessa o discurso?
Aprofundar a discussao das diferenças sociais no Brasil e sua relaçao com as mudanças climáticas nas cidades brasileiras. O quadro social do país agrava os impactos socioambientais das mudanças climáticas no Brasil. Séculos de segregaçao social pesam na definiçao de açoes para combater as alteraçoes previstas pelos cientistas do IPCC. Parte expressiva da populaçao brasileira que vive em áreas de risco estará mais sujeita aos problemas que as camadas mais abastadas e melhor situadas na estrutura social brasileira. Por isso, combater a exclusao socioambiental é a primeira medida para evitar o pior: a perda de vidas humanas decorrentes do aumento de eventos extremos. Áreas de risco e de preservaçao, uma questao de gestao ambiental.
É evidente que é sempre necessário estar atento a moda e aos temas impostos de fora. Já existem estudos que tratam de como a percepçao de habitantes de unidades de conservaçao indicam alteraçoes na dinâmica climática. Também existem projeçoes de como países insulares como Cuba, Sao Tomé e Príncipe, para citar dois, serao afetados por essas alteraçoes. Diante disso, parece fundamental dedicarmos ao menos um momento para avaliar esse tema, sem fugir da polemica, evidentemente, e sem verdades absolutas a priori. |
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MESA 20:
A QUESTAO AMBIENTAL E AS POLITICAS DE DESENVOLVIMENTO NO brASIL |
Discutir as novas faces das políticas de desenvolvimento brasileiro, perante o avanço do capitalismo nos biomas em face a "capitalizaçao" ou "sacralizaçao" do seu potencial natural.
Neste sentido, deve-se analisar o papel do Estado brasileiro neste processo, que tem atuado em favor dos interesses das alianças e fusoes de capitais com o objetivo de promover os agrocombustíveis como a grande panacéia na disputa pela definiçao de uma nova matriz energética em substituiçao a matriz de petróleo.
Fatos recentes como previsao de instalaçao de inúmeras novas usinas de álcool no centro-sul nos próximos anos e a expansao do plantio de palma para a produçao de biodiesel na Amazônia. Além da expansao da silvicultura com espécies arbóreas exóticas (principalmente eucalipto, pinus e acácia) de norte ao sul e de leste a oeste do país, assim como em países periféricos da América Latina que aderiram essa proposiçao de produçao agro-industrial.
Avalia-se que há várias açoes do setor empresarial transnacional em andamento no território brasileiro no sentido de implantar projetos para a produçao (e transporte) de agrocombustíveis e seus impactos socio-ambientais nas diferentes regioes e biomas do país.
Deve-se buscar estabelecer as estratégias dos últimos anos no território brasileiro referentes a ratificaçao e/ou elaboraçao de nossa matriz energética, identificando as açoes realizadas por seus principais atores como os conflitos derivados dos interesses estatais/capitalistas frente as necessidades da populaçao e as possibilidades de atuaçao dos geógrafos para essa conjuntura.
Deve-se buscar compreender a pouca articulaçao dessas políticas de desenvolvimento brasileiro com os diversos seguimentos sociais que vivem em áreas protegidas e em seu entorno. Diante disso, temas como segurança alimentar, segurança ambiental e segurança hídrica devem estar presentes no rol de discussoes. Observa-se que, cada vez mais, se abre para a venda os denominados serviços ambientais como uma via econômica. |
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MESA 21 - A RELAÇAO SOCIEDADE-NATUREZA NO CONTEXTO DA REESTRUTURAÇAO PRODUTIVA
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Discutir as novas faces das políticas de desenvolvimento brasileiro, perante o avanço do capitalismo nos biomas em face a "capitalizaçao" ou "sacralizaçao" do seu potencial natural.
Neste sentido, deve-se analisar o papel do Estado brasileiro neste processo, que tem atuado em favor dos interesses das alianças e fusoes de capitais com o objetivo de promover os agrocombustíveis como a grande panacéia na disputa pela definiçao de uma nova matriz energética em substituiçao a matriz de petróleo.
Fatos recentes como previsao de instalaçao de inúmeras novas usinas de álcool no centro-sul nos próximos anos e a expansao do plantio de palma para a produçao de biodiesel na Amazônia. Além da expansao da silvicultura com espécies arbóreas exóticas (principalmente eucalipto, pinus e acácia) de norte ao sul e de leste a oeste do país, assim como em países periféricos da América Latina que aderiram essa proposiçao de produçao agro-industrial.
Avalia-se que há várias açoes do setor empresarial transnacional em andamento no território brasileiro no sentido de implantar projetos para a produçao (e transporte) de agrocombustíveis e seus impactos socio-ambientais nas diferentes regioes e biomas do país.
Deve-se buscar estabelecer as estratégias dos últimos anos no território brasileiro referentes a ratificaçao e/ou elaboraçao de nossa matriz energética, identificando as açoes realizadas por seus principais atores como os conflitos derivados dos interesses estatais/capitalistas frente as necessidades da populaçao e as possibilidades de atuaçao dos geógrafos para essa conjuntura.
Deve-se buscar compreender a pouca articulaçao dessas políticas de desenvolvimento brasileiro com os diversos seguimentos sociais que vivem em áreas protegidas e em seu entorno. Diante disso, temas como segurança alimentar, segurança ambiental e segurança hídrica devem estar presentes no rol de discussoes. Observa-se que, cada vez mais, se abre para a venda os denominados serviços ambientais como uma via econômica.
Discutir as transformaçoes no capitalismo contemporâneo e suas implicaçoes na relaçao sociedade-natureza, destacando as contradiçoes entre desenvolvimento econômico, apropriaçao privada da natureza e discursos sobre sustentabilidade, sobretudo no que diz respeito a questoes como água, sementes, crédito de carbono e a apropriaçao da biodiversidade por parte de alguns países do mundo em detrimento de outros (detentores ou nao de biodiversidade e tecnologia). |